quinta-feira, 30 de julho de 2015

Oficinas de associativismo do lote Médio Piranhas são concluídas neste dia 31

Com o intuito de aprofundar questões acerca da importância do associativismo, legalizar as possíveis pendências e fortalecer as associações já existentes, estão acontecendo nos 12 assentamentos que compõem o lote do Médio Piranhas, as oficinas sobre associativismo. A primeira delas foi realizada em Jacu, seguidas pelos assentamentos Santa Mônica, Nova Vitória e Alto Alegre. “Este é o momento que a gente tem para aprofundar questões relacionadas às associações, se estão adimplentes, se existe alguma pendência e o que é necessário para resolver os problemas e fortalecer o processo de associativismo como fundamental para a vida do assentamento”, explicou Kylvya Formiga, assistente social responsável pela realização destas atividades.
Realização da oficina no PA Paxicu, no município de Paulista.
As oficinas estão sendo realizadas utilizando a metodologia da educação popular e tem duração de 8 horas, com participação e construção ativa dos participantes.

Durante elas, são construídas uma linha do tempo das associações, contendo suas conquistas e vitórias e, também, as fortalezas, fraquezas das associações, assim como as propostas para resolver os pontos negativos da organização. Além disso, são trabalhados os princípios do associativismo como a adesão voluntária e livre, a gestão democrática e participação econômica dos sócios, autonomia da independência, educação, formação e informação, interação e interesse pela comunidade.
Seu Hélio Tomaz, assentado em Santa Mônica de Pombal


“Essas oficinas são muito importantes porque tiram as dúvidas das pessoas que vivem nos assentamentos e que as vezes não tem oportunidade de sair daqui para participar de oficinas fora, sendo um boa oportunidade de ligar o conhecimento do mundo com o assentamento”, declarou Seu Hélio Tomaz, assentado em Santa Mônica, no município de Pombal.
Na oficina estão sendo elaborados os planos de ação visando identificar as ações necessárias para resolver os problemas das associações, fortalecendo-as. Feito isso, esses planos serão encaminhados para o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Neste dia 31, vai ser realizada a última oficina, desta vez no assentamento Paissandu, localizado no em São Domingos, concluindo este ciclo de atividades.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Assentadas participam de feira na cidade de Pombal






















 As mulheres dos assentamentos Paissandu, Santa Mônica e Paxicu participaram de uma feira realizada pela Prefeitura de Pombal, em comemoração ao aniversário da cidade. A feira aconteceu nos dias 17 e 18 julho de 2015 e contou com a parceria do Fórum Sertanejo de Economia Solidária. Na oportunidade, as mulheres puderam expor e vender os produtos advindos das Unidades Demonstrativas de Artesanatos construídas nestas áreas de assentamentos. “Apoiamos e incentivamos a participação das assentadas em eventos como este, porque é uma oportunidade interessante de mostrar o que é produzido nas áreas de assentamentos”, declara Josefa Alves Vieira, coordenadora da Caaasp.
As redes de Paxicu, os artigos de mesa e banho de Santa Mônica e os bordados de Paissandu estiveram presentes na Praça Centenário, representando o que as assentadas produzem em suas localidades. Para Maria Edlange de Sousa, assentada em Paissandu, a participação na feira foi importante. “Além de vendermos nossos produtos, fizemos propaganda do que produzimos”, explicou Edlange.
Os produtos das assentadas atraíram a curiosidade da população. “Muito bonito o artesanato, as varandas das redes são lindas, não sabia que havia tudo isso nos assentamentos”, disse Maria Luíza Sousa, moradora da cidade que pretigiou a feira realizada durante as comemorações de aniversário da cidade de Pombal.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Equipe da CAAASP encerra apresentações nas 12 áreas de assentamento do Médio Piranhas

Projeto de Assentamento Frei Dimas no município de Catolé do Rocha - PB





















A Central das Associações dos Assentamentos do Alto Sertão Paraibano (CAAASP), vencedora da Chamada Pública do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para prestar Assessoria Técnica, Social e Ambiental (Ates) aos assentamentos da região de Pombal, realizou de 18 a 31 de junho uma rodada de visitas às áreas do lote Médio Piranhas, apresentando a equipe multidisciplinar que vai desenvolver as atividades a serem executadas no plano de trabalho do exercício 2015/2016.

Assentamento Nova Vitória, em São Domingos -PB.
A equipe multiprofissional é composta de assistente social, engenheiros florestal e agrônomo, veterinária, zootecnista, jornalista, técnicos agrícolas e ambiental e vai assessorar aos assentamentos Curralinho e Paxicu, localizados no município de Paulista; Nova Vitória e Paissandu, em São Domingos de Pombal; Santa Mônica e Jacu, localizados em Pombal; Frei Dimas, em Catolé do Rocha; Alto Alegre, Cruzeiro/Saquinho e Fortuna, no município de Jericó e Santa Mônica I e Cantinho, localizados em Lagoa. Por isso, em todos estes assentamentos foram realizadas oficinas de apresentação das atribuições que cabem a cada profissional e das atividades previstas no plano de trabalho a serem executadas nas áreas de assentamentos.
O retorno das atividades de Ates aos assentamentos trouxe um clima de felicidade e esperança para os assentados e assentadas da região de Pombal que já recebiam assessoria técnica. “A retomada dos trabalhos de Ates está sendo muito gratificante, estamos vendo que é uma equipe compromissada que quer fazer com que a comunidade cresça e tenha um desenvolvimento melhor. Esperamos que este trabalho continue e que no próximo ano o contrato seja renovado, porque passamos seis meses angustiados esperando para saber quem ia nos assessorar”, declara Silvania da Silva, assentada em Paissandu, município de São Domingos.
Já para os assentados que recebem assessoria técnica pela primeira vez, a recepção da CAAASP foi recheada de expectivas. É o caso do assentamento Nova Vitória, localizado em São Domingos de Pombal. “Estou achando ótimo a chegada deste trabalho, esperamos que a gente tenha direito a muitas coisas e que possamos ter acesso à agua, para utilizar irrigação e produzir frutas, tomate, batata, macaxeira, jerimum, melancia, mamão, banana, a gente tem esperança disso”, revela cheio de brilho no olhar, Seu Geraldo Herculano, do assentamento Nova Vitória.
Seu Geraldo Herculano, assentado em Nova Vitória, São Domingos - PB

Nesta chamada pública, o Incra reconfigurou o lote Alto Sertão, subdividido-o em Médio Piranhas, envolvendo 12 assentamentos da região de Pombal, e Alto Sertão, envolvendo 21 assentamentos da região de Cajazeiras. “Nós agradecemos profundamente o redesenho destes lotes. A priori, resistimos a proposta de reconfiguração do Incra, mas agora percebemos o quanto foi bom e positivo para o desenvovimento dos trabalhos de Ates e para os assentados. Pudemos ampliar a equipe e dispor de um escritório em Pombal que fica mais próximo dos agricultores do lote Médio Piranhas”, ressaltou a coordenadora da CAAASP, Josefa Alves Vieira.
A CAAASP foi a ganhadora para prestar assessoria técnica nos lotes Médio Piranhas e Alto Sertão e vai desenvolver as atividades requeridas no projeto dentro dos eixos produtivo, ambiental, social, como ações voltadas para a geração de renda, comercialização, melhoramento da produção, inclusão de gênero, educação ambiental, oficinas de reuso de água, acompanhamento regular às famílias, dentre outras. Também serão desenvolvidas tarefas do eixo de comunicação como elaboraçao de boletins informativos e programas de rádio.
As próximas atividades do projeto serão as visitas regulares às famílias, as conhecidas visitas individuais, para acompanhamento à produção, ao ambiente e às pessoas que moram e produzem nas áreas de assentamento. “Estamos prontos a desenvolver com compromisso as atividades previstas no plano de trabalho, temos uma equipe capacitada e pronta a aprender e construir junto com os trabalhadores qual o melhor desenvolvimento para suas vidas e região”, declarou José Anchieta de Assis, coordenador técnico do projeto de Ates do núcleo Médio Piranhas.
Também vai acontecer neste mês de julho e agosto, o desenvolvimento de oficinas sobre associativismo; a aplicação de questionários para levantamento de dados dos assentados e das áreas de assentamento a serem inseridos no Sistema de Informação, Gestão e Monitoramento de Assentamento, Sigma; além da produção de boletim informativo e lançamento deste com a presença de parceiros institucionais e organizacionais da região do Médio Piranhas.


terça-feira, 14 de julho de 2015

Agricultores mineiros mudam a vida com produção de goiaba e turismo rural

Que tal plantar goiaba? O conselho, dado por um agente de assistência técnica, mudou a vida de Pompéia Aparecida de Paula, 46 anos, e José Diniz de Paula, 58 anos. Casados e com um filho recém-nascido em casa, eles viram oportunidade de renda na produção do fruto. E deu certo. Vinte anos depois, a goiaba continua sendo o carro-chefe da propriedade que ficou conhecida no município de São Miguel das Antas, a 234 quilômetros de Belo Horizonte (MG), como Sítio Zé da Goiaba.  
Parte do que é produzido é comercializado e entregue em três municípios mineiros por meio dos programas de Alimentação Escolar (Pnae) e o de Aquisição de Alimentos (PAA). Os frutos também são vendidos em um sacolão da região e o que sobra vira doce nas mãos de Pompéia. “Construímos uma agroindústria para aproveitar melhor a goiaba. Aprendi as receitas com a Emater e sei que se você tem qualidade tem freguês, se não tem, acabou”, explica a produtora.
Além do apoio da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), o casal contou com o crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do Governo Federal, para dar continuidade à produção. “Para fazer a agroindústria eu peguei um Pronaf Mulher, com um ano de carência e cinco anos para o pagamento. Meu marido pegou outro para custear a produção e depois nós fizemos mais um financiamento para comprar um carro. Esses incentivos são a garantia que temos”, afirma.

Turismo Rural
E não é só das goiabas que vem a renda familiar. Há 15 anos, o casal de produtores abriu o sítio para o turismo rural. “No começo as pessoas ligavam para avisar que viriam, hoje, elas já vem sem ligar. Temos visitantes todos os fins de semana e feriados”, conta Pompéia.
Um dos atrativos da propriedade é o almoço. “A gente oferece só comida da roça como frango com quiabo, pato com arroz, feijoada, angu, taioba. Tudo a R$ 12”, detalha. Além de experimentar o sabor da comida da família, durante a visita, as pessoas podem vivenciar a colheita do fruto, conhecer a história dos agricultores familiares e comprar os doces de geleia e ovos caipiras, também produzidos por lá.
“A principal fonte de renda da gente é a goiaba, mas têm épocas em que a produção é menor, que o turismo segura a barra da nossa casa. A melhor propaganda é a de boca, se alguém falou que é bom você pode ir”, finaliza a produtora que tem dois filhos, já adultos, “criados com a goiaba”.

Gabriella Bontempo
Ascom/MDA
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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Pronaf 2014/2015 fecha com R$ 23,9 bilhões contratados para custeio e investimento na agricultura familiar

Os agricultores familiares brasileiros contrataram um total de R$ 23,9 bilhões em crédito rural do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) no período de julho de 2014 a junho de 2015. Isso significa um aumento de 9,4% comparado ao valor contratado na safra 2013/2014. 
No período 2014-2015, foram efetivados quase 1,9 milhão de contratos para acesso às linhas de custeio e investimento do Pronaf, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O número de contratos é 4,5% maior que o da safra anterior. 
As mulheres contrataram R$ 3,7 bilhões (16,2% do total), em mais de 562 mil contratos (29,6% do total). 
Com mais de 1,2 milhão de contratos firmados, os agricultores familiares investiram R$ 13,2 bilhões em bens e serviços, como na implantação, ampliação e modernização de infraestrutura das unidades, na melhoria das condições de armazenagem, e na aquisição de meios de transporte e de serviços agropecuários ou não agropecuários.
As operações de custeio somaram R$ 10,7 bilhões em mais de 616 mil contratos. Além de dar conta das despesas do agricultor, os recursos foram usados em atividades agrícolas e pecuárias como a aquisição de insumos, a realização de tratos culturais e da colheita, o beneficiamento ou industrialização do produto financiado e a produção de mudas e sementes certificadas e fiscalizadas.

O diretor de Financiamento e Proteção à Produção da Secretaria da Agricultura Familiar do MDA, João Luiz Guadagnin, destaca que a quantidade recorde de contratos pode ser relacionada, por exemplo, à adimplência dos agricultores familiares. “Além disso, a participação dos movimentos sociais, o comportamento dos preços dos produtos, os serviços de assistência técnica e extensão rural, as boas práticas de manejo dos recursos naturais são fatores que fazem a diferença na ampliação dos investimentos da agricultura familiar”, analisa Guadagnin.
Acompanhamento
Dados úteis à gestão da política de crédito rural no País estão disponíveis ao cidadão pela Matriz de Dados do Crédito Rural do Banco Central.
Mas também é possível se informar sobre a execução do programa por meio dos movimentos sociais ligados à agricultura familiar e à reforma agrária, as instituições bancárias que operam o programa ou mesmo o MDA e suas delegacias estaduais.
Novo Plano Safra
Os agricultores familiares terão R$ 28,9 bilhões para financiar a safra 2015/2016. Além do volume recorde de crédito, o Plano prevê medidas que permitem a ampliação da cobertura do seguro agrícola, a expansão dos mercados, a regularização da agroindústria familiar, e a criação de um programa de apoio às cooperativas.
O valor recorde de recursos para financiar a agricultura familiar terá taxas de juros abaixo da inflação, variando entre 0,5% e 5,5%, dependendo da região e do valor financiado. Os agricultores familiares do Semiárido encontram créditos com juros ainda mais baixos, entre 0,5% e 4,5%. 
Reuniões técnicas estão sendo realizadas em todo o País para preparar o Plano Safra de cada estado.
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