terça-feira, 10 de maio de 2016

Investimentos no Assentamento Paxicu somam quase 300 mil reais.


A pecuária bovina é uma atividade bastante consolidada no P. A. Paxicu e, a partir de agora, com investimentos oriundos do PRONAF A, os assentados (as) esperam ampliar o rebanho, aumentando a quantidade e a qualidade de seus produtos, especialmente o leite, a manteiga e o queijo.

No dia 5 de maio, aconteceu na sede da Associação do Projeto de Assentamento Paxicu, em Paulista. O ato de assinatura de contratos do PRONAF A (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) entre o Banco do Nordeste, Agência Pombal e os assentados da Reforma Agrária daquele Projeto de Assentamento.

O evento contou com a presença de vários assentados e assentadas, a gerente da agência do BNB de Pombal, Rogéria, o gerente do PRONAF da agência BNB Pombal, Artur Tavares e a Técnica Agrícola e projetista, Rosilda Alves Feitosa, representando a CAAASP – Central das Associações dos Assentamentos do Alto Sertão Paraibano.
Artur Tavares e Rogéria do BNB e Rosilda Feitosa da CAAASP falam aos presentes.
Treze projetos foram contratados, num total de R$ 288.000,00 destinados a investimentos nos lotes dos assentados.  Predominam projetos de cercamento dos lotes, construção de barreiros, compra de matrizes de gado bovino e plantio de pastagens.

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) destina-se a estimular a geração de renda e melhorar o uso da mão de obra familiar, por meio do financiamento de atividades e serviços rurais agropecuários e não agropecuários desenvolvidos em estabelecimento rural ou em áreas comunitárias próximas.

São beneficiários do PRONAF do grupo “A”, Agricultores familiares assentados pelo Programa Nacional de Reforma Agrária ou beneficiários do Programa Nacional de Crédito Fundiário.

Artur Tavares, Gerente PRONAF
 Ag BNB Pombal
Para Artur Tavares, “o Banco do Nordeste vem cumprindo seu papel de fomentador do desenvolvimento das áreas de assentamento”. “É uma oportunidade que o agricultor tem para desenvolver uma atividade para qual ele tem vocação. Estes projetos são discutidos conjuntamente com o Banco e os técnicos da CAAASP”, enfatiza o gerente Artur.

O assentado Edemarcos Vieira fez projeto para criar animais em seu lote. Contente, ele faz planos de “progredir mais, cercar tudo direitinho, criar os animais. A gente só vai pagar em 2018. Acho tranquilo demais”.

Para ter maior segurança hídrica, Seu José Ronábio preferiu investir também na perfuração de um poço amazonas no seu lote “para ter mais uma garantia” que não faltará água para seu rebanho de gado leiteiro.

A gerente da agência do BNB de Pombal, Rogéria, faz uma avaliação bastante positiva da relação BNB com os agricultores, e, enfatiza que “os protagonistas do sucesso ou do desenvolvimento, são os próprios produtores rurais que merecem atenção especial”.

Uma observação bastante pertinente ao momento foi feita pelo gerente Artur Tavares a todos que acessaram o investimento: “apliquem com responsabilidade seu crédito, pois isto não é um programa social”.
Um momento histórico para o Assentamento Paxicu, em Paulista.






segunda-feira, 9 de maio de 2016

Dia de eleição mobiliza população no Assentamento Alto Alegre.


Com bastante expectativa a comunidade se mobilizou para eleger a nova mesa diretora, processo eletivo foi coordenado pela CAAASP. Não faltaram as tradicionais conversas de bastidores e o clima próprio da democracia. Por fim foram escolhidos (as) nove pessoas que irão administrar a entidade durante o biênio 2016/2018.


Aconteceu no dia 29 de abril, a eleição para mesa diretora da Associação de Agricultores (as) do Assentamento Alto Alegre, no município de Jerícó, Paraíba, região do Médio Piranhas.
O processo eleitoral deu-se sem nenhuma anormalidade durante toda a manhã da sexta feira, na sede da Associação e foi coordenado pela equipe da CAAASP – Central das Associações do Alto Sertão Paraibano – Kylvya Formiga (Assistente Social) e Antonio Gonçalves (Técnico Agrícola).
Uma das dificuldades da comunidade da é a falta de motivação das pessoas para participarem da coordenação, de tal maneira que a Associação corria o risco de tornar-se inabilitada para sua função representativa, pois a atual diretoria já estava com o mandato vencido. A Assessoria Técnica da CAAASP tomou para si a tarefa de encontrar uma solução dialogada e democrática, o encaminhamento aprovado foi: realizar uma assembleia onde todos os associados aptos a votarem poderiam ser votados.
Definida a metodologia de votação chegou-se aos seguintes indicadores: 55 associados aptos a votarem ser votados, dos quais 37 compareceram ao pleito.
O presidente eleito recebeu 28 votos, sendo referendado o nome de Francimar Francisco Oliveira (DEDÉ); os demais membros foram eleitos por aclamação. Ao final dos trabalhos a composição da nova diretoria ficou a seguinte:
FRANCIMAR FRANCISCO OLIVEIRA – PRESIDENTE
CLÁUDIA SALDANHA – SECRETÁRIA
FABRICIA MERCIA PEREIRA – 1ª SUPLENTE
DAYANE VIEIRA DE SOUSA MELO – 2ª SUPLENTE
GERLANDIA VENTURA DE OLIVEIRA – 3ª SUPLENTE
FRANCISCO DE ASSIS DA SILVA NASCIMENTO - TESOUREIRO
IRIANDES FIGUEIREDO DE OLIVEIRA – 1º FISCAL
FRANCISCA VIEIRA DE SOUSA – 2º FISCAL
JOSÉ CARLOS DA SILVA SOUSA – 3º FISCAL
Nas palavras do assentado Josemar Benedito de Lima, “é importante manter a Associação atualizada, pois, qualquer coisa que venha para o assentado passa pela Associação”. O mesmo Josemar que reconhece que o atual presidente já está no cargo “desde o começo”. Apesar de esquivar-se de função eletiva, o sertanejo deseja: “que o presidente eleito faça uma gestão de qualidade, um bom trabalho”.
O presidente Francimar Francisco Oliveira, ao reportar-se ao pleito afirmou que sua prioridade agora é “ir atrás de alguns benefícios com a ajuda dos associados, porque a gente sozinho não consegue nada”. E, continua sua fala afirmando a importância da assessoria de ATES na eleição: “a assistência da CAASP é essencial, pois, orienta gente em tudo que a gente precisar”. Finalizando sua fala, Francimar ou Dedé – como é conhecido, agradece aos que depositaram confiança em seu nome e diz que uma meta de sua gestão será a “motivação dos sócios, para que seja mais participativa as reuniões e as decisões da diretoria”.

segunda-feira, 28 de março de 2016

APICULTURA no P.A. Frei Dimas.

Manejo apícola no P. A. Frei Dimas
Em uma região onde há bastante mata com a presença de espécimes nativas, nas serras de Catolé do Rocha, existe uma tradição familiar de convivência positiva e lucrativa com o semiárido, a apicultura. Assentados do P. A. Frei Dimas, associam a atividade agrícola com a criação de abelhas e apostam numa alternativa que garante, além dos recursos financeiros, a sobrevivência e a sustentabilidade daquele ecossistema.


Chegar ao P.A. Frei Dimas não é difícil, quem segue pela BR 230 deve ter atenção ao chegar ao contorno que dá acesso à cidade de Catolé do Rocha, daí continua pela PB 325. Todo o percurso foi devidamente sinalizado pela equipe de ATES da CAAASP – Central das Associações dos Assentamentos do Alto Sertão Paraibano. Ao passar pela cidade de Catolé do Rocha o visitante deve tomar a direção de Patu, pela RN 078, logo a frente há um acesso à esquerda por uma estrada vicinal, a partir daí começa um trecho de belíssimo cenário formado por rochas e exuberante fauna.
Aroeiras, juazeiros, mororós, angicos, pereiros, catingueiras e marmeleiros são algumas das árvores que, imponentes, sobrevivem – “ano a ano” – as intempéries climáticas e possibilitam que toda aquela região seja bastante rica em floradas sucessivas. Ainda, no período chuvoso surgem tantas outras espécies nativas e temporárias, entre elas a jitirana, que potencializam a região como grande produtora de mel e ótima localidade para desenvolver a criação de abelhas em cativeiro.
Região de exuberante flora

O Projeto de Assentamento ainda é bastante novo, quatro anos apenas, mas, entre as famílias assentadas já existe a tradição e o conhecimento técnico, indispensáveis para a expansão da atividade numa perspectiva mais ousada de empreendimento que, por exemplo, possa fazer do assentamento modelo na prática da apicultura.
"Seu Olívio", apicultor
Visitamos seu Olívio, um dos apicultores locais, e acompanhamos seu cotidiano na prática apícola. Quem também nos acompanhou foi Silvia, mais conhecida como “Silvinha” (irmã de Olívio), coordenadora da associação e apicultora. Ambos são filhos de apicultor e relatam sobre seus envolvimentos com a atividade e o cuidado no manejo sustentável de cada lote. Percebe-se que a criação de abelhas não impede que ambos possam ter outras atividades, no caso de Silvio ele cria também caprinos de várias raças, entre elas a boer.
Caprinos da raça boer
Caprinos da raça boer


Além de visitarmos a criação da abelha italiana (Apis mellifera lingusta) do seu Olívio, conhecemos o espaço devidamente preparado, no quintal de Dona Silvinha, para criação da abelha jandaíra (melipona subnitida duke), ela nos informa, ainda, que está em andamento a criação de um apiário comunitário, resultado de uma oficina realizada pelo IFPB – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba. Bastante entusiasmada, a apicultora comenta: “O nosso sonho é ver nosso Assentamento sendo modelo através da prática da meliponicultura”.

Abrigo construído para proteção das colmeias da abelha jandaíra (melipona subnitida duke

Abrigo construído para proteção das colmeias da abelha jandaíra (melipona subnitida duke)

Colmeia de Jandaíra (melipona subnitida duke)

Mas, ainda há muito para ser feito. Para que a prática da apicultura torne-se predominante no arranjo produtivo local, necessário se faz investimentos em infraestrutura. Tanto o acesso – “as estradas, no período chuvoso, ficam inacessíveis, comenta Olívio – quanto a aquisição de equipamentos (centrífuga, decantador de mel, mesa desocuperladora etc) indispensáveis para a expansão da atividade.
“Atualmente a gente processa o mel em equipamento de terceiro”, a fala de Seu Olívio é uma afirmação e um apelo, tanto às autoridades governamentais, quanto aos próprios vizinhos e parceiros do assentamento para que possam adquirir, em nome da coletividade, uma unidade de processamento do mel, o que iria agregar valor ao produto e, consequentemente aumentar a renda dos apicultores.

Irmãos, Olivio e "Silvinha", falam sobre a apicultura no P. A. Frei Dimas.


Outro problema que aflige aos assentados, de forma geral, é a presença de caçadores dentro da área do assentamento. Além do crime ambiental praticado por pessoas que vêm de várias localidades, principalmente, moradores da cidade de Catolé do Rocha, esses infratores quebram o sossego da comunidade, estressam animais, fazem focos de fogo na mata e criam um ambiente de insegurança para todos que ali vivem.
Apesar dos avisos, a prática ilegal da caça é um problema que casa insegurança no Assentamento

Resistindo aos obstáculos que a realidade impõe e cheios de esperança no futuro, sentimentos naturais de quem vive do que a natureza oferece, os apicultores do P. A. Frei Dimas dão lição de convivência com o semiárido e possibilitam acreditar numa nova realidade que surge no campo e tem como locomotiva mestra a agricultura familiar e sua diversidade. 

"Favos" da abelha Jandaíra (melipona subnitida duke)

  

quinta-feira, 17 de março de 2016

Assentados têm acesso a quase meio milhão de reais.



Assinatura de Projeto PRONAF A - P. A. Santa Mônica, Pombal/PB


As famílias assentadas do P. A. Santa Mônica, em Pombal, já podem vislumbrar uma nova etapa em suas vidas, com o acesso ao PRONAF A vários empreendimentos, que até então eram apenas projetos, agora passam a se tornarem realidades que vão melhorar as condições de vida daquela comunidade.

A sede da Associação ficou lotada



Aconteceu na última terça-feira, 11 de março, no P. A. Santa Mônica, em Pombal, a assinatura de 21 projetos de crédito de financiamento, pelo PRONAF – Programa Nacional da Agricultura Familiar.

Na oportunidade foram destinados R$ 465.391,60, relativos a 21 propostas individuais, conforme solicitações dos próprios assentados.

Objetiva-se com o crédito a melhoria das condições de trabalho dos agricultores familiares que vivem no semiárido, castigados pela estiagem prolongada. Os principais projetos financiados são: reforma ou construção de barreiro/açudes, cerca e animais bovinos.

A Linha de Crédito utilizada foi o PRONAF A, com prazo de 10 anos, incluindo 01 ano de carência para iní­cio dos pagamentos, taxa de juros de 0,5% ao ano, sendo que o cliente tem direito a um bônus/rebate de adimplência de 40% sobre o valor principal.

Josefa Alves Vieira, coordenadora da CAAASP fala aos assentados do P. A. Santa Mônica, Pombal/PB.


A solenidade ocorreu na sede da Associação e contou com a presença da direção da CAAASP na figura Josefa Aves Vieira; dos técnicos: Artur Franco Barrêto, engenheiro agrônomo e Francisca Alves de Oliveira (IONE), técnica em meio ambiente; da gerência do BNB – Banco do Nordeste do Brasil – Agência Pombal.
 

CAAASP e BNB levam o PRONAF A ao P. A. Santa Mônica, Pombal/PB.


O PRONAF A é destinado a agricultores familiares assentados pelo Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) ou beneficiários do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) que não contrataram operação de investimento sob a égide do Programa de Crédito Especial para a Reforma Agrária (Procera) ou que ainda não contrataram o limite de operações ou de valor de crédito de investimento para estruturação no âmbito do Pronaf.

A assinatura do casal de assentados firmando projeto de PRONAF A no P.A. Santa Mônica, Pombal/PB.


Na oportunidade, o assentado Edson Queiroga da Silva, que fez projeto para construção de um barreiro, cercamento do lote e compra de animais para reprodução fala-nos da importância da Assistência Técnica no processo de desenvolvimento do assentado e sua família: “A CAAASP é tudo pra nós, nossos pés e mãos, pois vem sempre nos instruindo, os técnicos estão sempre presentes, com treinamentos, na elaboração de projetos, graças a Deus, não faltam, o auxílio é maravilhoso”.

CAASP, BNB e Assentados comemoram atividade em conjunto no P. A. Santa Mônica, Pombal/PB



segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

CAAASP realiza Fórum unificado dos assentamentos do Médio Piranhas e Alto Sertão paraibano em Cajazeiras

Abertura do Fórum Unificado
Entre os dias 16 e 18 de dezembro, assentados e assentadas dos territórios do Alto sertão paraibano e do Médio Piranhas se reuniram no Centro Pastoral Diocesano, em Cajazeiras, para avaliar as ações da Assessoria Técnica, Social e Ambiental (Ates) desenvolvidas pela Central das Associações dos Assentamentos do Alto Sertão Paraibano (CAAASP). “A gente resolveu reunir os assentados dos dois lotes de Ates num Fórum para que eles possam trocar experiências e produtos. O pessoal pôde compartilhar as experiências boas e ruins. Mesmo num ano de crise política, financeira e de água, as famílias conseguiram se superar e trazer produtos para o Fórum, sobreviver e participar com qualidade deste momento.”, explicou a Josefa Alves Vieira, coordenadora da CAAASP.

Mística de Abertura

A chegada dos agricultores se deu na noite do dia 16, cheio de expectativas para o Fórum, eles foram acolhidos por uma mística de abertura e puderam conferir a apresentação de um grupo de capoeira.
A assentada Silva Maria de Lima, do assentamento Frei Dimas, falou sobre suas expectativas para o Fórum. “Esse é o primeiro fórum da CAAASP que eu participo, tá sendo um momento muito proveitoso, a minha expectativa é que eu aprenda cada vez mais e que leve coisas boas e novas para nosso assentamento. Nós viemos reivindicar aqui o Plano de Desenvolvimento do Assentamento e o parcelamento para nossa comunidade.”, declarou a assentada em Frei Dimas.

Durante a abertura do Fórum, várias organizações estiveram presentes como a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Instituto Frei Beda, Sindicato de Trabalhadores Rurais de Aparecida e representantes do assentamento mais antigo, Acauã, e mais recente da regional de Cajazeiras, Jatobá.
Mostra Audiovisual
Também foi possível a comercialização dos produtos trazidos pelos assentados durante o Fórum. Dona Luzinete, do assentamento Floresta, falou para nós o produto que mais gostou, vindo dos assentamentos para ser vendido no Fórum, e também comentou sobre o documentário Cultivando vidas em Floresta, da mostra audiovisual. “Eu gostei muito da mostra audiovisual, lá no nosso assentamento quase todos os assentados produzem de forma agroecológica e sobre os produtos, eu queria esse tatuzinho de madeira, que é lindo”, declarou.
Os dois lotes de assentamento acompanhados pela CAAASP avaliaram e apresentaram o que fizeram nas áreas de assentamento de junho até dezembro. As áreas do Médio Piranhas representam o entorno de Pombal e o Alto Sertão, o entorno de Cajazeiras. O coordenador técnico do lote Médio Piranhas, José de Anchieta, elencou as atividades do projeto até o mês de dezembro. “Para a gente falar do que foi feito até agora, é preciso relembrar a conjuntura que passamos, nem tudo que estava previsto foi realizado por conta da falta de recursos, mas fizemos mais de 900 visitas individuais, elaboramos mais de 90 projetos de Pronaf's, realizamos a aplicação dos questionários Sigmas, parcelamento dos assentamentos Paxicu, Santa Mônica e Cantinho, além de atividades da área social como oficinas de associativismo e do eixo de comunicação como os programas de rádio, revista Voz da Terra e sistematização de experiências positivas dos assentamentos”, explicou.
José de Anchieta

O Fórum também abordou o problema do enfrentamento à violência contra a mulher e contou com a presença da delegada especial da mulher em Cajazeiras, Cristiana Roberta. “Esses momentos de diálogos com os assentados e assentadas são muito importantes para divulgar a Lei Maria da Penha e empoderar as mulheres que sofrem violência a denunciar, seja procurando a delegacia ou pelos telefones 180 ou 197. A CAAASP também faz parte da rede de enfrentamento à violência contra a mulher e as assentadas que desejarem pode procurar ajuda na própria CAAASP”, declarou a delegada.
Assentada em busca de direitos

No fórum também aconteceu oficina sobre sementes da paixão, gênero e direito das mulheres, oficina de saúde da mulher e de formação para agentes ambientais com a participação de jovens. A médica Andréa Campigotto, facilitou a oficina de saúde da mulher e focou a discussão na sobrecarga de trabalho que as mulheres têm e na relação deste fator com a saúde das mulheres. “As mulheres acumulam uma carga horária imensa, tanto de trabalho doméstico invisibilizado e não remunerado, quanto o de cuidados com os doentes, crianças e adultos, e ainda trabalham no mercado de trabalho remunerado. O resultado disso tudo é o adoecimento. Muitas vezes dói o corpo todo e as mulheres não sabem dizer o que estão sentindo. Quando as mulheres adoecem, elas mesmas que cuidam de si”, explicou Andrea.
Superintendente doo Incra Cleofas Caju
Durante o encerramento do Fórum, o Superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) esteve presente e parabenizou a iniciativa da CAAASP. “A realização deste Fórum prova a competência e a coragem da CAAASP em assessorar as famílias do Alto Sertão e Médio Piranhas, fico tranquilo ao saber que os assentados estão em boas mãos”, declarou o superintendente. 
Participação de Sofia
O Fórum foi concluído com sucesso no dia 18 de dezembro com a participação da filha de assentado, Sophia Gonçalves de Figueiredo, que cantou na conclusão dos trabalhos, encerrando as diversas temáticas e promovendo o diálogo entre os assentados e assentadas do Médio Piranhas e do Alto Sertão paraibanos.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

CAAASP participa de inauguração de feira agroecológica em Jacaraú

Inauguração da feira agroecológica de Jacaraú
A Central das Associações dos Assentamentos do Alto Sertão Paraibano (CAAASP) participou da inauguração da feira agroecológica de Jacaraú neste último dia 11, que envolve a produção de três assentamentos da zona da mata norte paraibana.
Uma diversidade de produtos foi oferecida à população da cidade de Jacaraú como hortaliças, bolos, tapiocas, galinhas de capoeira e perus, artesanato e mel.
A produção agroecológica é uma iniciativa defendida pela CAAASP desde sua fundação e comprova a eficiência do processo da Reforma Agrária em produzir alimentos saudáveis. A Feira Agroecológica de Jacaraú é acompanhada pela Cooperativa da Agricultura e Serviços Técnicos do Litoral da Paraíba (Coasp), tem o apoio da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Hortaliças e frutas à venda em um das barracas
Para o coordenador da Coasp, Rogério de Oliveira, a feira é uma retomada de comercialização da produção dos assentamentos em Jacaraú. “Esta edição da feira é a segunda tentativa de vender a produção agroecológica dos assentamentos Jaracateá, Novo Salvador e Jardim e nossa expectativa é de, além de contribuir na renda familiar dos assentados, divulgar para a cidade, a capacidade produtiva que as áreas de Reforma Agrária possuem”, explicou o coordenador.
Artesanato e mudas de cactos para comercialização em Jacaraú
A CAAASP esteve presente na inauguração da feira por conta do compromisso que tem com todas as ações que fortaleçam a produção agroecológica. “Nós fazemos questão de apoiar outras prestadoras de Assessoria Técnica, Social e Ambiental (ATES), como a Coasp, fortalecendo as parcerias, e de divulgar ações que demonstrem a importância dos assentamentos da Reforma Agrária em produzir alimentos de verdade, livre de venenos e de agrotóxicos e cultivados com respeito às pessoas e ao meio ambiente”, declarou a coordenadora da CAAASP, Josefa Alves Vieira.

A feira vai acontecer toda sexta, a partir das 6 horas da manhã, em frente ao Lisboão, na entrada da rua principal da cidade de Jacaraú.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

CAAASP participa de Fórum de entidades de Ates da Paraíba realizado em Campina Grande

Mesa de Abertura do 2° Fórum de Ates da Paraíba
Neste dia 25 de novembro aconteceu o 2° Fórum Estadual do Programa de Assessoria Técnica, Social e Ambiental para a Reforma Agrária (ATES) da Paraíba que reuniu, cerca de 60 pessoas no auditório do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), em Campina Grande.
Técnicos das entidades prestadoras de Ates, servidores do Incra na Paraíba (Incra/PB), representantes de entidades e órgãos parceiros, como o Insa, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente do Estado (Sudema), o Projeto Cooperar, do Governo do Estado da Paraíba, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater/PB) e o Instituto Frei Beda de Desenvolvimento Social (IFBDS), além de representantes de movimentos sociais do campo, como a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), se reuniram para avaliar os rumos da Assitência Técnica no estado.
Equipe da CAAASP durante o Fórum
O Fórum foi promovido pelo Instituto de Assessoria à Cidadania e ao Desenvolvimento Local Sustentável (IDS) e foi organizado em torno de dois momentos. No primeiro, foi realizada uma análise de conjuntura coletiva a partir de elementos trazidos por Walter de Carvalho, membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável, da representante da CPT do Sertão, Cecília Gomes, e do coordenador técnico do contrato da Ates executado pela Central das Associações dos Assentamentos do Alto Sertão Paraibano no lote Médio Piranhas, José de Anchieta. Eles levantaram questões em torno da necessidade de qualificação de profissionais da Ater e da criação de redes de consórcio em Assistência Técnica, do fortalecimento da agroecologia, da ligação do momento atual da Ater com a conjuntura de crise econômica e política e reafirmaram que “as soluções em tempos de crise encontradas pelas organizações não-governamentais devem servir de exemplo para que não desistamos de acreditar que os processos de Assessoria podem continuar com qualidade. Neste sentido, torna-se fundamental a visibilidade dada a partir dos produtos da Comunicação cumprindo o papel de mostrar a importância do trabalho de Ates para a sociedade brasileira”, declarou José de Anchieta da Caaasp.
A coordenadora técnica da CAAASP Maria Elza Gomes
Na avaliação de Maria Elza Gomes, da Caaasp, este foi um momento importante para refeltir sobre a conjuntura política que a Ates está passando, tanto localmente quanto em nível nacional. “Em momentos de crise esta articulação e encontro entre as entidades foi fundamental para avaliarmos o que fazer daqui para frente, sem os recursos financeiros necessários para isto”, revelou Maria Elza Gomes.
No momento seguinte do Fórum, foram formadas mesas temáticas de trabalho para articulação entre as entidades de Ates e as políticas públicas em questão, foram elas: Mesa Setorial da Agroecologia com o BNB, Mesa Setorial de Projetos com o Cooperar, Mesa Setorial Ambiental com a Sudema e com o Incra, além da e Mesa Institucional com as Entidades de Assessoria Técnica, Social e Ambiental à Reforma Agrária.

Para Cleofas Caju, Superintendete do Incra/PB, o Fórum “foi uma oportunidade de nivelarmos as ações das entidades prestadoras de Ater, respeitando as realidades territoriais e fortalecendo o diálogo com parceiros municipais, estaduais e federais que interagem nos assentamentos paraibanos.”, afirmou.
Como encaminhamento do Fórum, as entidades de Ates chegaram ao consenso da necessidade de criar uma comissão política permanentemente como espaço da gestão do Programa da Ates. Além disso, diante das ameaças de contingenciamento de recursos financeiros, foi criada uma campanha em defesa e Valorização da Ates para reivindicar a garantia de execução dos contratos de Ates vigentes até 2016. As entidades também aguardam a chegada de recursos financeiros para o Incra até o dia 4 de dezembro, para que as atividades dos serviços de Ates sejam normalizadas e garantidas em sua integridade.