terça-feira, 10 de maio de 2016

Investimentos no Assentamento Paxicu somam quase 300 mil reais.


A pecuária bovina é uma atividade bastante consolidada no P. A. Paxicu e, a partir de agora, com investimentos oriundos do PRONAF A, os assentados (as) esperam ampliar o rebanho, aumentando a quantidade e a qualidade de seus produtos, especialmente o leite, a manteiga e o queijo.

No dia 5 de maio, aconteceu na sede da Associação do Projeto de Assentamento Paxicu, em Paulista. O ato de assinatura de contratos do PRONAF A (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) entre o Banco do Nordeste, Agência Pombal e os assentados da Reforma Agrária daquele Projeto de Assentamento.

O evento contou com a presença de vários assentados e assentadas, a gerente da agência do BNB de Pombal, Rogéria, o gerente do PRONAF da agência BNB Pombal, Artur Tavares e a Técnica Agrícola e projetista, Rosilda Alves Feitosa, representando a CAAASP – Central das Associações dos Assentamentos do Alto Sertão Paraibano.
Artur Tavares e Rogéria do BNB e Rosilda Feitosa da CAAASP falam aos presentes.
Treze projetos foram contratados, num total de R$ 288.000,00 destinados a investimentos nos lotes dos assentados.  Predominam projetos de cercamento dos lotes, construção de barreiros, compra de matrizes de gado bovino e plantio de pastagens.

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) destina-se a estimular a geração de renda e melhorar o uso da mão de obra familiar, por meio do financiamento de atividades e serviços rurais agropecuários e não agropecuários desenvolvidos em estabelecimento rural ou em áreas comunitárias próximas.

São beneficiários do PRONAF do grupo “A”, Agricultores familiares assentados pelo Programa Nacional de Reforma Agrária ou beneficiários do Programa Nacional de Crédito Fundiário.

Artur Tavares, Gerente PRONAF
 Ag BNB Pombal
Para Artur Tavares, “o Banco do Nordeste vem cumprindo seu papel de fomentador do desenvolvimento das áreas de assentamento”. “É uma oportunidade que o agricultor tem para desenvolver uma atividade para qual ele tem vocação. Estes projetos são discutidos conjuntamente com o Banco e os técnicos da CAAASP”, enfatiza o gerente Artur.

O assentado Edemarcos Vieira fez projeto para criar animais em seu lote. Contente, ele faz planos de “progredir mais, cercar tudo direitinho, criar os animais. A gente só vai pagar em 2018. Acho tranquilo demais”.

Para ter maior segurança hídrica, Seu José Ronábio preferiu investir também na perfuração de um poço amazonas no seu lote “para ter mais uma garantia” que não faltará água para seu rebanho de gado leiteiro.

A gerente da agência do BNB de Pombal, Rogéria, faz uma avaliação bastante positiva da relação BNB com os agricultores, e, enfatiza que “os protagonistas do sucesso ou do desenvolvimento, são os próprios produtores rurais que merecem atenção especial”.

Uma observação bastante pertinente ao momento foi feita pelo gerente Artur Tavares a todos que acessaram o investimento: “apliquem com responsabilidade seu crédito, pois isto não é um programa social”.
Um momento histórico para o Assentamento Paxicu, em Paulista.






segunda-feira, 9 de maio de 2016

Dia de eleição mobiliza população no Assentamento Alto Alegre.


Com bastante expectativa a comunidade se mobilizou para eleger a nova mesa diretora, processo eletivo foi coordenado pela CAAASP. Não faltaram as tradicionais conversas de bastidores e o clima próprio da democracia. Por fim foram escolhidos (as) nove pessoas que irão administrar a entidade durante o biênio 2016/2018.


Aconteceu no dia 29 de abril, a eleição para mesa diretora da Associação de Agricultores (as) do Assentamento Alto Alegre, no município de Jerícó, Paraíba, região do Médio Piranhas.
O processo eleitoral deu-se sem nenhuma anormalidade durante toda a manhã da sexta feira, na sede da Associação e foi coordenado pela equipe da CAAASP – Central das Associações do Alto Sertão Paraibano – Kylvya Formiga (Assistente Social) e Antonio Gonçalves (Técnico Agrícola).
Uma das dificuldades da comunidade da é a falta de motivação das pessoas para participarem da coordenação, de tal maneira que a Associação corria o risco de tornar-se inabilitada para sua função representativa, pois a atual diretoria já estava com o mandato vencido. A Assessoria Técnica da CAAASP tomou para si a tarefa de encontrar uma solução dialogada e democrática, o encaminhamento aprovado foi: realizar uma assembleia onde todos os associados aptos a votarem poderiam ser votados.
Definida a metodologia de votação chegou-se aos seguintes indicadores: 55 associados aptos a votarem ser votados, dos quais 37 compareceram ao pleito.
O presidente eleito recebeu 28 votos, sendo referendado o nome de Francimar Francisco Oliveira (DEDÉ); os demais membros foram eleitos por aclamação. Ao final dos trabalhos a composição da nova diretoria ficou a seguinte:
FRANCIMAR FRANCISCO OLIVEIRA – PRESIDENTE
CLÁUDIA SALDANHA – SECRETÁRIA
FABRICIA MERCIA PEREIRA – 1ª SUPLENTE
DAYANE VIEIRA DE SOUSA MELO – 2ª SUPLENTE
GERLANDIA VENTURA DE OLIVEIRA – 3ª SUPLENTE
FRANCISCO DE ASSIS DA SILVA NASCIMENTO - TESOUREIRO
IRIANDES FIGUEIREDO DE OLIVEIRA – 1º FISCAL
FRANCISCA VIEIRA DE SOUSA – 2º FISCAL
JOSÉ CARLOS DA SILVA SOUSA – 3º FISCAL
Nas palavras do assentado Josemar Benedito de Lima, “é importante manter a Associação atualizada, pois, qualquer coisa que venha para o assentado passa pela Associação”. O mesmo Josemar que reconhece que o atual presidente já está no cargo “desde o começo”. Apesar de esquivar-se de função eletiva, o sertanejo deseja: “que o presidente eleito faça uma gestão de qualidade, um bom trabalho”.
O presidente Francimar Francisco Oliveira, ao reportar-se ao pleito afirmou que sua prioridade agora é “ir atrás de alguns benefícios com a ajuda dos associados, porque a gente sozinho não consegue nada”. E, continua sua fala afirmando a importância da assessoria de ATES na eleição: “a assistência da CAASP é essencial, pois, orienta gente em tudo que a gente precisar”. Finalizando sua fala, Francimar ou Dedé – como é conhecido, agradece aos que depositaram confiança em seu nome e diz que uma meta de sua gestão será a “motivação dos sócios, para que seja mais participativa as reuniões e as decisões da diretoria”.

segunda-feira, 28 de março de 2016

APICULTURA no P.A. Frei Dimas.

Manejo apícola no P. A. Frei Dimas
Em uma região onde há bastante mata com a presença de espécimes nativas, nas serras de Catolé do Rocha, existe uma tradição familiar de convivência positiva e lucrativa com o semiárido, a apicultura. Assentados do P. A. Frei Dimas, associam a atividade agrícola com a criação de abelhas e apostam numa alternativa que garante, além dos recursos financeiros, a sobrevivência e a sustentabilidade daquele ecossistema.


Chegar ao P.A. Frei Dimas não é difícil, quem segue pela BR 230 deve ter atenção ao chegar ao contorno que dá acesso à cidade de Catolé do Rocha, daí continua pela PB 325. Todo o percurso foi devidamente sinalizado pela equipe de ATES da CAAASP – Central das Associações dos Assentamentos do Alto Sertão Paraibano. Ao passar pela cidade de Catolé do Rocha o visitante deve tomar a direção de Patu, pela RN 078, logo a frente há um acesso à esquerda por uma estrada vicinal, a partir daí começa um trecho de belíssimo cenário formado por rochas e exuberante fauna.
Aroeiras, juazeiros, mororós, angicos, pereiros, catingueiras e marmeleiros são algumas das árvores que, imponentes, sobrevivem – “ano a ano” – as intempéries climáticas e possibilitam que toda aquela região seja bastante rica em floradas sucessivas. Ainda, no período chuvoso surgem tantas outras espécies nativas e temporárias, entre elas a jitirana, que potencializam a região como grande produtora de mel e ótima localidade para desenvolver a criação de abelhas em cativeiro.
Região de exuberante flora

O Projeto de Assentamento ainda é bastante novo, quatro anos apenas, mas, entre as famílias assentadas já existe a tradição e o conhecimento técnico, indispensáveis para a expansão da atividade numa perspectiva mais ousada de empreendimento que, por exemplo, possa fazer do assentamento modelo na prática da apicultura.
"Seu Olívio", apicultor
Visitamos seu Olívio, um dos apicultores locais, e acompanhamos seu cotidiano na prática apícola. Quem também nos acompanhou foi Silvia, mais conhecida como “Silvinha” (irmã de Olívio), coordenadora da associação e apicultora. Ambos são filhos de apicultor e relatam sobre seus envolvimentos com a atividade e o cuidado no manejo sustentável de cada lote. Percebe-se que a criação de abelhas não impede que ambos possam ter outras atividades, no caso de Silvio ele cria também caprinos de várias raças, entre elas a boer.
Caprinos da raça boer
Caprinos da raça boer


Além de visitarmos a criação da abelha italiana (Apis mellifera lingusta) do seu Olívio, conhecemos o espaço devidamente preparado, no quintal de Dona Silvinha, para criação da abelha jandaíra (melipona subnitida duke), ela nos informa, ainda, que está em andamento a criação de um apiário comunitário, resultado de uma oficina realizada pelo IFPB – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba. Bastante entusiasmada, a apicultora comenta: “O nosso sonho é ver nosso Assentamento sendo modelo através da prática da meliponicultura”.

Abrigo construído para proteção das colmeias da abelha jandaíra (melipona subnitida duke

Abrigo construído para proteção das colmeias da abelha jandaíra (melipona subnitida duke)

Colmeia de Jandaíra (melipona subnitida duke)

Mas, ainda há muito para ser feito. Para que a prática da apicultura torne-se predominante no arranjo produtivo local, necessário se faz investimentos em infraestrutura. Tanto o acesso – “as estradas, no período chuvoso, ficam inacessíveis, comenta Olívio – quanto a aquisição de equipamentos (centrífuga, decantador de mel, mesa desocuperladora etc) indispensáveis para a expansão da atividade.
“Atualmente a gente processa o mel em equipamento de terceiro”, a fala de Seu Olívio é uma afirmação e um apelo, tanto às autoridades governamentais, quanto aos próprios vizinhos e parceiros do assentamento para que possam adquirir, em nome da coletividade, uma unidade de processamento do mel, o que iria agregar valor ao produto e, consequentemente aumentar a renda dos apicultores.

Irmãos, Olivio e "Silvinha", falam sobre a apicultura no P. A. Frei Dimas.


Outro problema que aflige aos assentados, de forma geral, é a presença de caçadores dentro da área do assentamento. Além do crime ambiental praticado por pessoas que vêm de várias localidades, principalmente, moradores da cidade de Catolé do Rocha, esses infratores quebram o sossego da comunidade, estressam animais, fazem focos de fogo na mata e criam um ambiente de insegurança para todos que ali vivem.
Apesar dos avisos, a prática ilegal da caça é um problema que casa insegurança no Assentamento

Resistindo aos obstáculos que a realidade impõe e cheios de esperança no futuro, sentimentos naturais de quem vive do que a natureza oferece, os apicultores do P. A. Frei Dimas dão lição de convivência com o semiárido e possibilitam acreditar numa nova realidade que surge no campo e tem como locomotiva mestra a agricultura familiar e sua diversidade. 

"Favos" da abelha Jandaíra (melipona subnitida duke)

  

quinta-feira, 17 de março de 2016

Assentados têm acesso a quase meio milhão de reais.



Assinatura de Projeto PRONAF A - P. A. Santa Mônica, Pombal/PB


As famílias assentadas do P. A. Santa Mônica, em Pombal, já podem vislumbrar uma nova etapa em suas vidas, com o acesso ao PRONAF A vários empreendimentos, que até então eram apenas projetos, agora passam a se tornarem realidades que vão melhorar as condições de vida daquela comunidade.

A sede da Associação ficou lotada



Aconteceu na última terça-feira, 11 de março, no P. A. Santa Mônica, em Pombal, a assinatura de 21 projetos de crédito de financiamento, pelo PRONAF – Programa Nacional da Agricultura Familiar.

Na oportunidade foram destinados R$ 465.391,60, relativos a 21 propostas individuais, conforme solicitações dos próprios assentados.

Objetiva-se com o crédito a melhoria das condições de trabalho dos agricultores familiares que vivem no semiárido, castigados pela estiagem prolongada. Os principais projetos financiados são: reforma ou construção de barreiro/açudes, cerca e animais bovinos.

A Linha de Crédito utilizada foi o PRONAF A, com prazo de 10 anos, incluindo 01 ano de carência para iní­cio dos pagamentos, taxa de juros de 0,5% ao ano, sendo que o cliente tem direito a um bônus/rebate de adimplência de 40% sobre o valor principal.

Josefa Alves Vieira, coordenadora da CAAASP fala aos assentados do P. A. Santa Mônica, Pombal/PB.


A solenidade ocorreu na sede da Associação e contou com a presença da direção da CAAASP na figura Josefa Aves Vieira; dos técnicos: Artur Franco Barrêto, engenheiro agrônomo e Francisca Alves de Oliveira (IONE), técnica em meio ambiente; da gerência do BNB – Banco do Nordeste do Brasil – Agência Pombal.
 

CAAASP e BNB levam o PRONAF A ao P. A. Santa Mônica, Pombal/PB.


O PRONAF A é destinado a agricultores familiares assentados pelo Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) ou beneficiários do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) que não contrataram operação de investimento sob a égide do Programa de Crédito Especial para a Reforma Agrária (Procera) ou que ainda não contrataram o limite de operações ou de valor de crédito de investimento para estruturação no âmbito do Pronaf.

A assinatura do casal de assentados firmando projeto de PRONAF A no P.A. Santa Mônica, Pombal/PB.


Na oportunidade, o assentado Edson Queiroga da Silva, que fez projeto para construção de um barreiro, cercamento do lote e compra de animais para reprodução fala-nos da importância da Assistência Técnica no processo de desenvolvimento do assentado e sua família: “A CAAASP é tudo pra nós, nossos pés e mãos, pois vem sempre nos instruindo, os técnicos estão sempre presentes, com treinamentos, na elaboração de projetos, graças a Deus, não faltam, o auxílio é maravilhoso”.

CAASP, BNB e Assentados comemoram atividade em conjunto no P. A. Santa Mônica, Pombal/PB