segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

CAAASP realiza Fórum unificado dos assentamentos do Médio Piranhas e Alto Sertão paraibano em Cajazeiras

Abertura do Fórum Unificado
Entre os dias 16 e 18 de dezembro, assentados e assentadas dos territórios do Alto sertão paraibano e do Médio Piranhas se reuniram no Centro Pastoral Diocesano, em Cajazeiras, para avaliar as ações da Assessoria Técnica, Social e Ambiental (Ates) desenvolvidas pela Central das Associações dos Assentamentos do Alto Sertão Paraibano (CAAASP). “A gente resolveu reunir os assentados dos dois lotes de Ates num Fórum para que eles possam trocar experiências e produtos. O pessoal pôde compartilhar as experiências boas e ruins. Mesmo num ano de crise política, financeira e de água, as famílias conseguiram se superar e trazer produtos para o Fórum, sobreviver e participar com qualidade deste momento.”, explicou a Josefa Alves Vieira, coordenadora da CAAASP.

Mística de Abertura

A chegada dos agricultores se deu na noite do dia 16, cheio de expectativas para o Fórum, eles foram acolhidos por uma mística de abertura e puderam conferir a apresentação de um grupo de capoeira.
A assentada Silva Maria de Lima, do assentamento Frei Dimas, falou sobre suas expectativas para o Fórum. “Esse é o primeiro fórum da CAAASP que eu participo, tá sendo um momento muito proveitoso, a minha expectativa é que eu aprenda cada vez mais e que leve coisas boas e novas para nosso assentamento. Nós viemos reivindicar aqui o Plano de Desenvolvimento do Assentamento e o parcelamento para nossa comunidade.”, declarou a assentada em Frei Dimas.

Durante a abertura do Fórum, várias organizações estiveram presentes como a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Instituto Frei Beda, Sindicato de Trabalhadores Rurais de Aparecida e representantes do assentamento mais antigo, Acauã, e mais recente da regional de Cajazeiras, Jatobá.
Mostra Audiovisual
Também foi possível a comercialização dos produtos trazidos pelos assentados durante o Fórum. Dona Luzinete, do assentamento Floresta, falou para nós o produto que mais gostou, vindo dos assentamentos para ser vendido no Fórum, e também comentou sobre o documentário Cultivando vidas em Floresta, da mostra audiovisual. “Eu gostei muito da mostra audiovisual, lá no nosso assentamento quase todos os assentados produzem de forma agroecológica e sobre os produtos, eu queria esse tatuzinho de madeira, que é lindo”, declarou.
Os dois lotes de assentamento acompanhados pela CAAASP avaliaram e apresentaram o que fizeram nas áreas de assentamento de junho até dezembro. As áreas do Médio Piranhas representam o entorno de Pombal e o Alto Sertão, o entorno de Cajazeiras. O coordenador técnico do lote Médio Piranhas, José de Anchieta, elencou as atividades do projeto até o mês de dezembro. “Para a gente falar do que foi feito até agora, é preciso relembrar a conjuntura que passamos, nem tudo que estava previsto foi realizado por conta da falta de recursos, mas fizemos mais de 900 visitas individuais, elaboramos mais de 90 projetos de Pronaf's, realizamos a aplicação dos questionários Sigmas, parcelamento dos assentamentos Paxicu, Santa Mônica e Cantinho, além de atividades da área social como oficinas de associativismo e do eixo de comunicação como os programas de rádio, revista Voz da Terra e sistematização de experiências positivas dos assentamentos”, explicou.
José de Anchieta

O Fórum também abordou o problema do enfrentamento à violência contra a mulher e contou com a presença da delegada especial da mulher em Cajazeiras, Cristiana Roberta. “Esses momentos de diálogos com os assentados e assentadas são muito importantes para divulgar a Lei Maria da Penha e empoderar as mulheres que sofrem violência a denunciar, seja procurando a delegacia ou pelos telefones 180 ou 197. A CAAASP também faz parte da rede de enfrentamento à violência contra a mulher e as assentadas que desejarem pode procurar ajuda na própria CAAASP”, declarou a delegada.
Assentada em busca de direitos

No fórum também aconteceu oficina sobre sementes da paixão, gênero e direito das mulheres, oficina de saúde da mulher e de formação para agentes ambientais com a participação de jovens. A médica Andréa Campigotto, facilitou a oficina de saúde da mulher e focou a discussão na sobrecarga de trabalho que as mulheres têm e na relação deste fator com a saúde das mulheres. “As mulheres acumulam uma carga horária imensa, tanto de trabalho doméstico invisibilizado e não remunerado, quanto o de cuidados com os doentes, crianças e adultos, e ainda trabalham no mercado de trabalho remunerado. O resultado disso tudo é o adoecimento. Muitas vezes dói o corpo todo e as mulheres não sabem dizer o que estão sentindo. Quando as mulheres adoecem, elas mesmas que cuidam de si”, explicou Andrea.
Superintendente doo Incra Cleofas Caju
Durante o encerramento do Fórum, o Superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) esteve presente e parabenizou a iniciativa da CAAASP. “A realização deste Fórum prova a competência e a coragem da CAAASP em assessorar as famílias do Alto Sertão e Médio Piranhas, fico tranquilo ao saber que os assentados estão em boas mãos”, declarou o superintendente. 
Participação de Sofia
O Fórum foi concluído com sucesso no dia 18 de dezembro com a participação da filha de assentado, Sophia Gonçalves de Figueiredo, que cantou na conclusão dos trabalhos, encerrando as diversas temáticas e promovendo o diálogo entre os assentados e assentadas do Médio Piranhas e do Alto Sertão paraibanos.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

CAAASP participa de inauguração de feira agroecológica em Jacaraú

Inauguração da feira agroecológica de Jacaraú
A Central das Associações dos Assentamentos do Alto Sertão Paraibano (CAAASP) participou da inauguração da feira agroecológica de Jacaraú neste último dia 11, que envolve a produção de três assentamentos da zona da mata norte paraibana.
Uma diversidade de produtos foi oferecida à população da cidade de Jacaraú como hortaliças, bolos, tapiocas, galinhas de capoeira e perus, artesanato e mel.
A produção agroecológica é uma iniciativa defendida pela CAAASP desde sua fundação e comprova a eficiência do processo da Reforma Agrária em produzir alimentos saudáveis. A Feira Agroecológica de Jacaraú é acompanhada pela Cooperativa da Agricultura e Serviços Técnicos do Litoral da Paraíba (Coasp), tem o apoio da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Hortaliças e frutas à venda em um das barracas
Para o coordenador da Coasp, Rogério de Oliveira, a feira é uma retomada de comercialização da produção dos assentamentos em Jacaraú. “Esta edição da feira é a segunda tentativa de vender a produção agroecológica dos assentamentos Jaracateá, Novo Salvador e Jardim e nossa expectativa é de, além de contribuir na renda familiar dos assentados, divulgar para a cidade, a capacidade produtiva que as áreas de Reforma Agrária possuem”, explicou o coordenador.
Artesanato e mudas de cactos para comercialização em Jacaraú
A CAAASP esteve presente na inauguração da feira por conta do compromisso que tem com todas as ações que fortaleçam a produção agroecológica. “Nós fazemos questão de apoiar outras prestadoras de Assessoria Técnica, Social e Ambiental (ATES), como a Coasp, fortalecendo as parcerias, e de divulgar ações que demonstrem a importância dos assentamentos da Reforma Agrária em produzir alimentos de verdade, livre de venenos e de agrotóxicos e cultivados com respeito às pessoas e ao meio ambiente”, declarou a coordenadora da CAAASP, Josefa Alves Vieira.

A feira vai acontecer toda sexta, a partir das 6 horas da manhã, em frente ao Lisboão, na entrada da rua principal da cidade de Jacaraú.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

CAAASP participa de Fórum de entidades de Ates da Paraíba realizado em Campina Grande

Mesa de Abertura do 2° Fórum de Ates da Paraíba
Neste dia 25 de novembro aconteceu o 2° Fórum Estadual do Programa de Assessoria Técnica, Social e Ambiental para a Reforma Agrária (ATES) da Paraíba que reuniu, cerca de 60 pessoas no auditório do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), em Campina Grande.
Técnicos das entidades prestadoras de Ates, servidores do Incra na Paraíba (Incra/PB), representantes de entidades e órgãos parceiros, como o Insa, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente do Estado (Sudema), o Projeto Cooperar, do Governo do Estado da Paraíba, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater/PB) e o Instituto Frei Beda de Desenvolvimento Social (IFBDS), além de representantes de movimentos sociais do campo, como a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), se reuniram para avaliar os rumos da Assitência Técnica no estado.
Equipe da CAAASP durante o Fórum
O Fórum foi promovido pelo Instituto de Assessoria à Cidadania e ao Desenvolvimento Local Sustentável (IDS) e foi organizado em torno de dois momentos. No primeiro, foi realizada uma análise de conjuntura coletiva a partir de elementos trazidos por Walter de Carvalho, membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável, da representante da CPT do Sertão, Cecília Gomes, e do coordenador técnico do contrato da Ates executado pela Central das Associações dos Assentamentos do Alto Sertão Paraibano no lote Médio Piranhas, José de Anchieta. Eles levantaram questões em torno da necessidade de qualificação de profissionais da Ater e da criação de redes de consórcio em Assistência Técnica, do fortalecimento da agroecologia, da ligação do momento atual da Ater com a conjuntura de crise econômica e política e reafirmaram que “as soluções em tempos de crise encontradas pelas organizações não-governamentais devem servir de exemplo para que não desistamos de acreditar que os processos de Assessoria podem continuar com qualidade. Neste sentido, torna-se fundamental a visibilidade dada a partir dos produtos da Comunicação cumprindo o papel de mostrar a importância do trabalho de Ates para a sociedade brasileira”, declarou José de Anchieta da Caaasp.
A coordenadora técnica da CAAASP Maria Elza Gomes
Na avaliação de Maria Elza Gomes, da Caaasp, este foi um momento importante para refeltir sobre a conjuntura política que a Ates está passando, tanto localmente quanto em nível nacional. “Em momentos de crise esta articulação e encontro entre as entidades foi fundamental para avaliarmos o que fazer daqui para frente, sem os recursos financeiros necessários para isto”, revelou Maria Elza Gomes.
No momento seguinte do Fórum, foram formadas mesas temáticas de trabalho para articulação entre as entidades de Ates e as políticas públicas em questão, foram elas: Mesa Setorial da Agroecologia com o BNB, Mesa Setorial de Projetos com o Cooperar, Mesa Setorial Ambiental com a Sudema e com o Incra, além da e Mesa Institucional com as Entidades de Assessoria Técnica, Social e Ambiental à Reforma Agrária.

Para Cleofas Caju, Superintendete do Incra/PB, o Fórum “foi uma oportunidade de nivelarmos as ações das entidades prestadoras de Ater, respeitando as realidades territoriais e fortalecendo o diálogo com parceiros municipais, estaduais e federais que interagem nos assentamentos paraibanos.”, afirmou.
Como encaminhamento do Fórum, as entidades de Ates chegaram ao consenso da necessidade de criar uma comissão política permanentemente como espaço da gestão do Programa da Ates. Além disso, diante das ameaças de contingenciamento de recursos financeiros, foi criada uma campanha em defesa e Valorização da Ates para reivindicar a garantia de execução dos contratos de Ates vigentes até 2016. As entidades também aguardam a chegada de recursos financeiros para o Incra até o dia 4 de dezembro, para que as atividades dos serviços de Ates sejam normalizadas e garantidas em sua integridade.


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

CAAASP participa de Seminário da Política Pública de Ater realizado em Remígio

Mesa de Abertura do Seminário sobre política de Ater
Foi realizado no dia 21 de novembro, na cidade de Remígio, o Seminário sobre Política de Ater: ações e caminhos para transição agroecológica, que envolveu a presença de entidades públicas e organizações não-governamentais que trabalham com Assistência Técnica e Extensão Rural, como a Emater e AS-PTA, a Dater/Ministério do Desenvolvimento Agrário, Secretaria Estadual de Agricultura Familiar, Secretaria de Agricultura da Prefeitura de Remígio, Embrapa, bem como organizações que prestam Assessoria Técnica, Social e Ambiental (Ates) aos assentamentos de Reforma Agrária, entre elas a Central das Associações do Alto Sertão Paraibano, a Cooptera, Ipema e também organizações da sociedade civil como o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Remígio, o Polo Sindical da Borborema e a Arribaçã. Antes de dar início às mesas temáticas, houve uma apresentação musical de um grupo de crianças, moradores da cidade de Remígio, que constroem instrumentos musicais com materiais reciclados.
Apresentação musical do grupo de crianças da cidade de Remígio
Posteriormente, aconteceram duas mesas sobre Assistência Técnica, a primeira foi sobre os Caminhos para Transição Agroecológica com os debatedores Marcelo Galassi, da AS-PTA, e Roselia Vitor, do Polo Sindical da Borborema. Marcelo Galassi, da AS-PTA, falou sobre a polítca de difusão de tecnologias e de saber que orientou durante muito tempo a política de Assistência Técnica no Brasil e da existência de resquícios dessa política até hoje.
Marcelo Galassi da AS-PTA
“Depois da instituição da Política Nacional de Ater, a agroecologia passou a ser o requisito básico para a Política de Ater, além do respeito ao conhecimento dos agricultores e do incentivo à formação de profissionais que entendam de agroecologia, no entanto, vemos ainda uma deficiência grande na formação de profissionais e na questão do respeito e da construção de conhecimento coletivo junto com os agricultores, a prática de difusão de conhecimento ainda persiste na Ater”, opinou Galassi. Já Roselita Vitor explicou que o Polo Sindical da Borborema constrói a partir da própria vida e conhecimento dos agricultores e agricultoras, a prática da agroecologia. “Fizemos muito a partir da fala dos agricultores rurais, realizamos intercâmbios, empoderamos as mulheres, os jovens, sistematizamos as experiências positivas dos agricultores e agricultoras e acreditamos que esse é um diferencial que faz com que nos tornemos um território agroecológico. É importante dizer que cada um faz sua parte, o Polo dá a linha política para a entidade de Ater, no caso a AS-PTA, executar o que queremos fortalecer nas práticas sociais e produtivas do nosso povo”, explicou Roselita Vitor.
Roselita Vitor do Polo Sindical da Borborema
A segunda mesa tratou sobre Política Pública de Ater que teve como expositor Marenilson Batista do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural da Secretaria de Agricultura Familiar, ligada ao Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA). “Hoje vivemos claramente uma disputa entre dois modelos de agricultura, um baseado no agronegócio, encabeçado pelo Ministério da Agricultura e Pesca (MAPA) e outro que defende a agroecologia, incentivado pelo MDA. É fundamental fazer um debate em torno disso”, declarou Marenilson Batista, da Dater/MDA. E continuou: “Estamos passamos por um problema financeiro no Brasil e uma das soluções defendidas pelo MAPA é repassar as assistências técnicas para o Sistema S (Sebrae, Senar, Senai) e não podemos deixar isso acontecer”, explicou Marenilson Batista. Durante o Seminário, as instituições levantaram questões e problemas ligados à execução da polítca de Ater/Ates, como a burocratização das chamadas públicas, a falta de padronização na fiscalização dos contratos, a descontinuidade dos serviços de Ater e o atraso do repasse dos recursos financeiros para as prestadoras de Ater e Ates. Como indicativo do Seminário, foi encaminhado a necessidade de criar um espaço estadual exclusivo para debater a Assistência Técnica e Extensão Rural a ser construído e defendido durante a realização das Conferências Territoriais e Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural.

O seminário da Política Pública de Ater fez parte da I Mostra do Conhecimento Agroecológico que seguiu a programação após o Seminário com o Desfile de Moda de Algodão Colorido e shows misucais com Lucas Mendes e Os Gonzagas.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Jovens dos Territórios Rurais participam da 3ª Conferência Estadual da Juventude em João Pessoa

Abertura da 3ª Conferência Estadual da Juventude
Nos dias 28 e 29 de outubro aconteceu em João Pessoa, na Escola Técnica Estadual, a 3ª Conferência Estadual de Juventude, reunindo mais de 280 jovens do meio rural e urbano. Na ocasião foram discutidas propostas a serem levadas para a Conferência Nacional de Juventude que vai se realizar em Brasília entre os dias 16 e 19 de dezembro. Estes momento de conferência são importantes para discutir os rumos que a juventude brasileira desejar que as políticas públicas tomem para melhorar suas vidas. O tema da conferência foi as novas formas de mudar o Brasil. A abertura da conferência teve a participação de representantes da sociedade civil e do poder público como o Governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, Ângela Guimarães, vice- coordenadora do Conselho Nacional de Juventude, o Secretário de Juventude e Esportes, Tibério Limeira e a Secretária Executiva de Juventude, Priscila Gomes. Na ocsião oi lançada a linha de crédito Empreender Juventude para financiar os empreendimentos dos jovens que buscam autonomia econômica.
Durante a Conferência, a juventude discutiu temas relacionados aos 11 eixos presentes no estatuto da juventude, foram eles: Direito à cidadania, à participação social e política e representação juvenil; à educação; à profissionalização, ao trabalho e à renda; Direito à diversidade e igualdade; à saúde; à cultura; Direito à comunicação e à liberdade de expressão; ao desporto e ao lazer; à sustentabilidade e ao meio ambiente; ao território e à mobilidade; à segurança pública e ao acesso à justiça.
Mais de 300 jovens participaram das discussões da Conferência
Estiveram presentes uma diversidade de jovens de todos os territórios rurais da Paraíba, assim como das urbanas. Indígenas, quilombolas, negros e negras, comunidades de terreiro, assentados das Reforma Agrária, LGBT, compuseram a participação na Conferência. Essa diversidade de segmentos foi umas das preocupações da Secretaria Executiva de Juventude, órgão do governo do Estado que promoveu a Conferência, é o que nos explica Priscila Gomes. “Antes da etapa estadual acompanhamos as etapas municipais, regionais e territoriais, tivemos apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Nedet,e para garantir esta diversidade representativa aqui, vemos uma renovação nos quadros de juventude, iso é animador. Já em relação à juventude rural, existe uma dificuldade hoje que as políticas cheguem a elas por conta da distância onde elas vivem , por isso é estratégia nossa manter o foco de atuação para a população do campo e juventude negra por entender que estas estão mais a margem das políticas sociais”, detalhou a secretária executiva de juventde.
A Conferência Nacional de Juventude terá uma inovação que é a plataforma digital, a qual serão eleitos 600 delegados e delegadas que poderão participar diretamente do processo decisório da Conferência.
Durante a etapa estadual foram eleitos dos 23 delegados e delegadas, a delegação dos territórios rurais foi a maior trazendo 86 jovens. A expectativa entre os jovens rurais era grande, estiveram presentes representantes dos Territórios do Médio Piranhas, como os filhos de assentados Danieres de Sousa, do Assentamento Cantinho, localizado no município de Jericó e Kelly Linhares, do Assentamento Jacu, em Pombal.
Jovens rurais decidindo sobre o processo eleitoral dos delegados

Os territórios do Alto Sertão e Alto Piranhas também estavam representados por Danielle Nascimento do Assentamento Santo Antônio, e Gerislândia, do assentamento Frei Damião, ambos localizados em Cajazeiras. Jovens de outros territórios rurais também marcaram presença. Ao total foram eleitos 15 representantes da sociedade civil e 8 do poder público. Destes 15, oito deles fazem parte dos territórios da cidadania. Dois deles, Danielle Nascimento (titular) e Kelly Linhares (suplente), dos assentamentos de Reforma Agrária que a Central das Associações do Alto Sertão Paraibano acompanham no contrato de Assessoria Técnica, Social e Ambiental (Ates) firmado com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma agrária (Incra) n° 09 e 10/2015, foram eleitas como delegadas para a Conferência Nacional de Juventude.
Já nos grupos de trabalho, a população rural defendeu propostas como expansão do atendimento de equipes multidsciplares de saúde no campo, agroecologia, ampliação de escolas e programas como o Pronatec Rural e desburocratização de emissao de Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP's) para a juventude. Para a delegada eleita Danielle Nascimeno, do assentamento Santo Antônio, em Cajazeiras, Território Rural Vale do Piranhas, durante a Conferência Nacional, “vou tentar garantir nossos direitos e a proposição de melhorias para nossas vidas”, declarou a filha de assentada.
Jovens assentados em Cantinho, Lagoa e Jacu, em Pombal

Já para o segmento indígena este é um momento de resistência contra retrocessos. “Estamos aqui contra o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 215 que retira da alçada da Presidência da Repúblia e passa para as mãos do Congresso a delimitação das terras indígenas. Este Congresso conservador e retrógado só vai barrar ainda mais nossos direitos”, explica Jacyara Tabajara, da Aldeia Vitória no município do Conde.
Neste sentido a posição de Jacyara dialogou com Ângela Guimarães , do Conselho Nacional de Juventude, que disse estar nas mãos da juventude a defesa pela nossa jovem democracia, ameaçada nos últimos tempos por várias tentativas de golpes e que este momento requer da juventude coragem e preparo para enfrentar o avanço do discurso conservador do Congresso Nacional.
Jovens dos territórios rurais de Alto Piranhas e Alto Sertão

A avaliação da Conferencia Estadual da Juventude pairou entre as dificuldades encontradas pelos jovens com a limitação de infraestrutura, hospedagem e alimentação durante os dias de conferência, mas segundo Clébia do Nascimento ainda assim “esse espaço é um espaço necessário, acho que é uma oportunidade de dar voz a quem durante muito tempo não teve voz, principalmente para os jovens da zona rural que sofrem tanto preconceito. Os jovens precisam interferir nos rumos do Brasil e não ser espectadores diante da nação que caminha, daí a importância deste momento mesmo dante de todas as dificuldades”, declarou Clébia Soares, da cidade de Triunfo, Alto Sertão Paraibano.
A Conferência Nacional de Juventude acontece entre os dias 16 e 19 de dezembro, em Brasília, e vai dar prosseguimento às discussões que giram em torno do tema “As várias formas de mudar o Brasil”.


terça-feira, 27 de outubro de 2015

Reativação da Moagem da Cana-de-Açúcar no Assentamento Curralinho é pauta do Programa Paraíba Rural

O Assentamento Curralinho, localizado no município de Paulista, foi tema de reportagem do quadro Paraíba Rural, exibido no dia 21 de outubro, durante o Bom Dia Paraíba, programa jornalístico exibido todas as manhãs na TV Cabo Branco/ TV Paraíba. A pauta foi a reativação da moagem de cana-de-açúcar da Unidade Demonstrativa (UD) existente no Assentamento de Reforma Agrária. O que antes era uma atividade exclusiva dos donos de engenho hoje é ressignificada. A existência de um engenho de cana-de-açúcar que produz rapadura, mel de engenho e até alfenim, em Curralinho, é uma prova de que se os modos de produção são socializados, as relações de trabalho também são e a exploração desaparece. Isso só foi possível graças à reforma da UD de Beneficiamento de Cana-de-Açúcar em 2012. Através do contrato entre a Assessoria Técnica, Social e Ambiental (ATES), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e a Central das Associações dos Assentamentos do Alto Sertão Paraibano (CAAASP), identificou-se que o grande sonho dos assentados era reestruturar o antigo engenho para voltar a moagem. Assim, foi elaborado e aprovado um projeto para reforma do local no valor de dez mil reais, que foi apenas um incentivo, pois toda mão de obra do início ao final foi realizada pelos assentados na forma de mutirões. Deste modo, a ATES cumpre seu papel rumo ao desenvolvimento dos assentamentos rurais, seja na área produtiva, no bem-estar social, ambiental e no bem viver dos assentados e assentadas da Reforma Agrária.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Família do Assentamento Fortuna diversifica produção para resistir à escassez de água




Família assentada em Fortuna, Jericó- PB
O casal Joseildo da Silva e Valma de Sousa tem de tudo um pouco ao redor de casa e no seu lote. “ A gente cria bode, tem um pomar de mamoeiro e bananeira, temos coentro, por enquanto temos quatro reis e seis porcos e também tínhamos uma criação de peixe, mas agora com a falta d'água não deu para continuar com os peixes. As águas são poucas e a gente não pode avançar mais em plantação porque não existe água suficiente, né?”, explica Seu Joseildo.

No quintal produtivo, a família planta banana, tomate, mamão, pimenta, coentro e abobrinha. E todos participam dos cuidados com a plantação e criação dos animais. O filho de 8 anos do casal, cresce em meio à agricultura familiar praticada pelos pais e já aprende a prática pelo exemplo observado.
Criação de caprinos

A família também tem uma diversidade de animais como vacas, cabras, bodes, galinhas, abelhas e porcos.

Numa região onde a escassez de água limita a produção, o quintal de Valma e Joseildo resiste verde em meio à paisagem do semiárido, parece até um oásis em meio a paisagem árida.
Recebendo orientações do técnico da Ates Paulo César

Dona Valma nos explicou como eles fazem para manter tudo verdinho. 
“A gente tem água no cacimbão que é a forma que a gente encontrou para poder molhar as plantas e dá água aos animais. O que a gente planta serve para o consumo da família e também a gente vende. Temos umas 50 galinhas, a gente vende os ovos e come também. Vendemos o ovo de capoeira por 50 centavos, já ajuda muito no orçamento da casa. E tem mais, compro muito pouco no supermercado, já que tiro daqui a maioria das coisas que preciso no dia-a-dia”, declara Valma.
Quintal produtivo de Dona Valma

Em relação aos outros agricultores que também vivem em situação de escassez de água, Valma deixa um incentivo: “Nunca desista porque quem tem seu pedacinho de terra tem que valorizá-lo porque é bom demais plantar e comer daquilo que a gente colhe”, completou Valma.

A diversidade de produção desta família é também uma forma de conviver com o semiárido e o trabalho de Assessoria Técnica, Social e Ambiental (Ates) contratado pelo Instituo Nacional de Colonização e Reforma Agraria (Incra) que é prestado, nesta região do lote Médio Piranhas, pela Central das Associações dos Assentamentos do Alto Sertão Paraibano (CAAASP) através do contraro 09/2015, se torna fundamental. A Ates assessora o desenvolvido de técnicas que melhoram a produção e a vida das famílias assentadas e acompanhando-as proporciona o fortalecimento de uma agricultura familiar saudável, livre de agrotóxicos e de transgênicos.

Dessa maneira, Dona Valma e Seu Joseildo contribuem para aumentar as estatíticas que apontam a agricultura familiar como a responsável por produzir 70% de todo alimento que consumimos no Brasil.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Prazo para liquidação de operações do Pronaf com rebate de 70% é prorrogado até dia 30 de dezembro


Família assentada em Fortuna, município de Jericó
O prazo para liquidação com rebate de operações de crédito rural contratadas ao amparo dos grupos "A" e "A/C" do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), foi prorrogado para 30 de dezembro. 
Outra alteração processada, trata-se do percentual de rebate para liquidação, que passa a ser de 70% sobre o saldo devedor atualizado conforme a resolução nº 4.298 . 
Poderão ser enquadradas as operações de crédito rural contratadas até 31 de dezembro de 2010, que tenham como finalidade custeio ou investimento e estavam em situação de inadimplência em 30 de dezembro de 2013. 
Com relação à apuração do valor para liquidação, o saldo devedor será recalculado com base nos encargos financeiros contratuais vigentes para a situação de normalidade até a data da liquidação, sem aplicação de bônus de adimplência contratual, sem computo de multa, mora ou quaisquer outros encargos por inadimplemento; 
Já o rebate na liquidação de 70% sobre o saldo devedor atualizado será em substituição a todos os bônus de adimplência e de liquidação previstos contratualmente.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Assentados em Paxicu, no município de Paulista, entregam projetos de Pronaf “A” para Banco do Nordeste



Reunião no Assentamento Paxicu em Paulista - PB


Aconteceu na tarde deste dia primeiro de outubro no Assentamento Paxicu, município de Paulista, uma reunião que envolveu o Banco do Nordeste, equipe técnica da Central das Associações dos Assentamentos do Alto Sertão Paraibano (CAAASP), responsável pela execução do contrato de número CRT.PB.0000009-15 no território do Médio Piranhas, e os assentados interessados em acessar o crédito Pronaf “A”.

O assentamento Paxicu foi parcelado recentemente o que premitiu que os assentados pudessem acessar o crédito Pronaf “A”.

O Banco do Nordeste da regional de Pombal foi até o Assentamento Paxicu para explicar as eventuais dúvidas sobre o financiamento e na ocasião já recebeu as propostas elaboradas pelos técnicos da CAAASP para os assentados. 

“O crédito Pronaf A é exclusico para assentados e assentadas da Reforma Agrária, eles precisam ter o nome limpo e podem acessar o financiamento de até 24 mil reais para estruturar seus lotes, podendo ter até 3 anos de carência para começar a pagar a primeira parcela e um período de até 10 anos para quitar a dívida”, explicou Artur Franco, engenheiro agrônomo da CAAASP. 

Além disso, o Pronaf A, tem um desconto de 40% para os assentados que paguem as parcelas em dia. No entanto, é preciso ficar atento para este bônus de adimplência, pois caso passe apenas um dia da data de vencimento da parcela, o assentado perde o desconto de 40% da referida parcela.

Segundo o gerente da linha de crédito do Pronaf da Agência do Banco do Nordeste de Pombal, Artur Cunha Melo, “o Pronaf “A” trata-se de um financiamento e que, portanto, não é permitido destinar esse crédito ao que não esteja previsto no projeto, pois caso isso aconteça, o assentado perde todos os benefícios do crédito”.

Durante a reunião em Paxicu foram entregues ao Banco do Nordeste dezesseis propostas de Pronaf “A” e as respostas destas propostas devem sair em meados do mês de dezembro.

Mais sobre a CAAASP - A CAAASP é a entidade contratada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para executar serviços de Assessoria Técnica, Social e Ambiental (Ates) para 437 famílias em 12 assentamentos da Reforma Agrária nos municípios de Catolé do Rocha, Jericó, Lagoa, Paulista, Pombal e São Domingos.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Dez assentamentos do lote Médio Piranhas estão na fase de elaboração de projetos para créditos do Pronaf “A” e Semiárido




Reunião entre assentados e assentadas de Santa Mônica, CAAASP e BNB

Os assentamentos Saquinho, Fortuna, Alto Alegre, localizados em Jericó; Curralinho e Paxicu, que ficam no município de Paulista; o assentamento Paissandu, localizado em São Domingos; e Santa Mônica e Jacu, que ficam no município de Pombal, assim como os projetos de assentamentos Santa Mônica I e Cantinho, localizados em Lagoa estão em fase de elaboração de projetos Pronaf “A” e Semiárido.

Os assentados interessados podem procurar o técnico responsável por atender sua área para se informar melhor a respeito. O engenheiro agrônomo da Central das Associações dos Assentamentos do Alto Sertão Paraibano (CAAASP), Artur Franco, disse que para acessar a estes créditos é preciso estar com nome sem restrições. Além disso ele lembrou que “estamos em um período prolongado de estiagem, é necessário ter muito cuidado e zelo na elaboração dos projetos para que tudo saia bem para o agricultor, para que ele consiga pagar o financiamento, por isso estamos prevendo a primeira parcela de desembolso dos créditos para meados de janeiro. Neste período, a proximidade com o período das chuvas, faz com que as chances de sucesso dos projetos aumentem” explicou Artur Franco.
Como parte desse processo aconteceu neste dia 23 de setembro no assentamento Santa Mônica, localizado em Pombal, uma reunião entre assentados, CAAASP e o Banco do Nordeste para explicar tudo sobre estes créditos.
O presidente da associação do assentamento Santa Mônica, Hélio Tomaz, nos falou das expectativas dos agricultores assentados que tiveram seus lotes parcelados recentemente e que agora podem acessar o Pronaf “A”. “Agora cada um vai poder cercar seu lote, já que tivemos nossa área parcelada e agora podemos acessar o Pronaf”, contou Hélio.
Discussão sobre Pronaf A no assentamento Santa Mônica em Pombal

Durante a reunião em Santa Mônica, a gerente do Banco do Nordeste em Pombal, Rogéria da Silva, conversou com os assentados e explicou o papel do Banco do Nordeste no desenvolvimento da região. “Nosso papel é dar oportunidade para que o homem e a mulher do campo continuem nas suas áreas de vivência e que possam produzir e se desenvolver. Sabemos da estiagem mas sabemos também da capacidade de resistência da população do Nordeste”, disse Rogéria da Silva.
Para Seu José Queiroga Batista, assentado em Santa Mônica, o acesso ao Pronaf A será importante para que ele construa um açudeco  e cerque seu lote e também para comprar algumas vacas.
Os próximos passos agora são o recolhimento das propostas do Pronaf “A” e crédito Semiárido pelos técnicos responsáveis pelas respectivas áreas de assentamentos e o envio, destas, para a aprovação pelo Banco do Nordeste.

domingo, 6 de setembro de 2015

Parcelamento do assentamento Santa Mônica inicia e trabalhos estão perto de serem concluídos



Reunião em Santa Mônica para sorteio dos lotes
Começou desde o dia 24 de agosto, com os sorteios dos lotes entre as 27 famílias assentadas, o parcelamento do assentamento Santa Mônica, localizado no município de Pombal. Uma espera de oito anos que chega ao fim.
O trabalho tem sido realizado graças ao trabalho coletivo que acontece no assentamento através de mutirões, isto porque foram formados grupos de 10 pessoas para realizar os piquetes e demarcar os lotes. 

Grupo de assentados colocando os marcos de cimento no lote
A equipe de parcelamento da Central das Associações dos Assentamentos do Alto Sertão Paraibano (CAAASP) é formada pela dupla, Anderson de Medeiros, que é engenheiro agrônomo, e Ricardo Queiroz, técnico em agropecuária. 
Um dos técnicos responsáveis pelo parcelamento, Anderson de Medeiros, explicou como está o andamento da atividade. “Temos um pouco de dificuldade na demarcação dos lotes por conta da geografia do assentamento Santa Mônica que é recortado por serras, mas o trabalho está indo muito bem”, contou Anderson. Além disso, o parceiro de trabalho de Anderson, Ricardo Queiroz, teve que se ausentar por causa de problemas de saúde, o que alterou o ritmo das demarcações, no entanto, a atividade segue com sucesso. “Continuamos o parcelamento sem a presença de Ricardo, mas aos poucos acreditamos que estaremos concluindo mais este trabalho”, continuou Anderson de Medeiros. 

Recentemente, esta equipe da CAAASP realizou, também, o parcelamento no assentamento Paxicu, localizado no município de Paulista.
Em Santa Mônica, até o momento já foram parcelados 20 lotes e a previsão de conclusão da atividade é dia 10 de setembro.

CAAASP participa de diálogo com a presidenta Dilma em João Pessoa

Evento Dialoga Brasil em João Pessoa
A Central das Associações dos Assentamentos do Alto Sertão Paraibano (CAAASP) esteve presente no evento Dialoga Brasil, realizado pelo Governo Federal neste dia 04 de setembro com o intuito de conferir e recolher propostas advindas da população dos estados e municípios brasileiros sobre políticas federais.
Dilma Rousseff apresentando o Dialoga Brasil
O evento ocorreu no Centro de Convenções de João Pessoa, com a participação de mais de mil convidados, representantes dos diversos segmentos da sociedade, tanto das áreas rurais quanto urbanas. Os ministros da Educação, Saúde, Justiça, Cultura, Desenvolvimento Social e Secretaria Geral da Presidência responderam a algumas propostas dos participantes.
Na ocasião a presidenta Dilma Rousseff reafirmou a importância do diálogo com os movimentos sociais e destacou a contribuição vinda a partir da adoção de algumas políticas para a região Nordeste, como as cisternas e a atuação da Articulação do Semiárido para a mudança social em curso na região Nordeste. “Falar da Asa é uma questão de justiça social, nossas políticas são nada menos que uma oportunidade. Acredito que este seja o papel do Governo Federal, dar oportunidades a todas e todos os brasileiros deste país, porque em outros tempos o que víamos no Nordeste era um grande êxodo rural e hoje o que constatamos é a oportunidade, proporcionada pelas cisternas, das pessoas continuarem vivendo no Nordeste com dignidade, mesmo enfrentando uma estiagem que está chegando há 4 anos”, explicou a presidenta Dilma Rousseff.
Dilma discursando sobre o Nordeste
 Além disso, Dilma fez uma ressalva importante: “Aquela música que dizia assim 'lata d'água na cabeça lá vem Maria' é coisa que ficou para trás pois o acesso a água beneficiou as mulheres que acumulavam mais esta tarefa árdua no seu dia-a-dia.”, acrescentou a presidenta. Dilma Rouseff também falou da importância do Bolsa Família e de programas como o Pronatec para o povo brasileiro. Ela também destacou que a região Nordeste precisa ter oportunidades iguais como as outras regiões mais desenvolvidas do país, a partir de infraestrutura como portos, rodovias, acesso a água, universidades, para que possa deslanchar e que sente que este momento está muito perto. A presidenta reafirmou seu compromisso com a vida das mulheres e por melhores condições de vida da população feminina brasileira. E também declarou estar de portas abertas e atenta para contribuir no que fosse preciso para melhorar o acesso à água para as populações nordestinas, esta era uma questão central e estratégica para seu governo. Dilma declarou tudo começa pelo acesso à água, disto dependia o desenvolvimento do Nordeste e que estados e municípios contassem, sem restrição, com o Governo Federal para isto.
Para Maria Elza Gomes, representante da CAAASP no evento Dialoga Brasil, a participação da população em momentos como este são fundamentais. “Veja bem, muitas das políticas que estamos conhecendo aqui hoje, a gente não sabia. Além disso, acho extremamente corajoso por parte da presidenta Dilma vir conversar tão de perto com a população, mesmo sabendo das críticas que anda recebendo por aí”, declarou Elza Gomes.
Maria Elza Gomes, representante da CAAASP, durante preenchimento da proposta Dialoga Brasil

O Dialoga Brasil é uma plataforma criada pelo Governo Federal para recolher as propostas da população em relação às políticas dos ministérios. As propostas podem ser elaboradas por qualquer cidadã ou cidadão pelo site www.dialogabrasil.gov.br. Neste endereço você também vai encontrar propostas já elaboradas por outras pessoas que, se gostar, você pode apoiar.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Assentamento Curralinho escolhe nova diretoria para a associação

Início das eleições da sede da associação do Assentamento Curralinho
Foi realizada no dia 20 de agosto no Assentamento Curralinho, localizado no município de Paulista, as eleições para a escolha da nova diretoria da associação. Além do cargo de coordenador (a), foram escolhidos os de secretário (a), tesoureiro (a) e fiscais. A coordenação da Central das Associações dos Assentamentos do Alto Sertão Paraibano (CAAASP) e sua equipe técnica estavam presentes durante a ocasião. 

Com 23 votos, a coordenação do Assentamento Curralinho passou a ser de Valdenôra Trajano Romano.


Valdenôra Romano













Ela agradeceu os votos recebidos logo após as eleições e se comprometeu a realizar um bom mandato. “Quero agradecer a assistência técnica que está aqui presente neste momento tão importante para a comunidade e quero agradecer a todos que me confiaram esta atividade. Pretendo fazer um bom trabalho, mas para isso é preciso que, não só a diretoria, mas toda a comunidade me ajude e vamos trabalhar em conjunto, porque sem conjunto ninguém dá um passo adiante, declarou Valdenôra Romano. 

Seu Novinho, o antigo coordenador do assentamento, se despediu do mandato exercido por ele nos últimos dois anos e desejou boas vindas para a nova coordenadora.“Eu cumpri esses dois anos como coordenador muito bem e fiquei feliz porque ela ganhou, eu sei que ela vai fazer uma boa administração e, nós que ficamos, estamos prontos para ajudá-la”, explicou Seu Novinho.
Josefa Alves Vieira
A coordenadora da Caaasp, Josefa Alves Vieira, estava presente na eleição e deu orientações durante a posse da nova diretoria da associação de Curralinho. “Que vocês façam um bom uso desse mandato, organize e cuide disso aqui porque é de vocês. E desejo que vocês da diretoria trabalhem de forma unida e pensem no coletivo, porque se não tiver essa compreensão não vai funcionar. As dificuldades que vocês tiverem, contem com a gente e com os profissionais de Ates que estão aqui no assentamento”, ressaltou Josefa Vieira. 
Nova Diretoria da associação do Assentamento Curralinho














A nova diretoria da associação tem um mandato de dois anos pela frente. Tanto as eleições de Curralinho quanto a de Jacu aconteceram logo após a rodada de oficinas sobre pendências e legalização de associações promovida pela Caaasp, de 17 a 31 de julho, nos 12 assentamentos que compõem o lote Médio Piranhas.

Nova diretoria é eleita para a associação do assentamento Jacu

Eleições no Assentamento Jacu
No dia 14 de agosto foi realizada no assentamento Jacu, localizado no município de Pombal, eleições para a escolha da nova diretoria da associação. Na ocasião, foram eleitos a nova coordenação do assentamento e escolhidos os cargos de secretária, tesoureiro e os fiscais da associação.
Compareceram a votação 29 sócios e com 26 votos foi eleito o novo coordenador de Jacu, Seu Arnaldo Ferreira. “Espero trabalhar para melhorar a associação aonde for preciso, junto com a CAAASP, para resolver a organização interna do assentamento e resolver algumas pendências existentes com os próprios assentados”, declarou Seu Arnaldo.
Diretoria eleita para a associação do Assentamento Jacu

O antecessor de Seu Arnaldo Ferreira, Seu Zé Romão, passou o cargo para o novo coordenador e no momento lembrou a importância do conselho da associação funcionar para que tudo transcorra bem. “O conselho não me ajudou durante o mandato, deixou tudo apenas na minha mão e uma pessoa sozinha não resolve as coisas. Mas, para mim foi importante demais assumir esta coordenação, aprendi muito.”, explicou Seu Zé Romão. Ele avaliou seu mandato de forma positiva, apesar de ter enfrentado algumas divergências e disse que gostaria de ter feito mais e melhor. Seu Zé Romão entrega a associação nas mãos de Seu Arnaldo Ferreira em situação regular junto à Receita Federal.


Nova diretoria do Assentamento Jacu e equipe da CAAASP
Estavam presentes durante a eleição, a equipe técnica da Central das Associações dos Assentamentos do Alto Sertão Paraibano (CAAASP) e sua coordenadora Josefa Alves Vieira, que alertou pela importância do momento de eleição e do compromisso necessário para desenvolver um bom trabalho. “Jacu tem uma das associações mais bem organizadas da região e esperamos que esta tradição continue, para isso, é necessário ter responsabilidade e querer assumir tais cargos, já que estes não são remunerados, por esta razão que é preciso ter vontade de contribuir com o assentamento”, frisou Josefa Alves Vieira.
Assim como as eleições de Jacu, outros assentamentos do lote Médio Piranhas seguem realizando eleições para nova diretoria. É o caso do assentamento Curralinho, localizado em Paulista, que realizou as eleições no dia 20 de agosto e de Cruzeiro/Saquinho, situado no município de Jericó, que realiza suas eleições no dia 25 de setembro.