quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Família do Assentamento Fortuna diversifica produção para resistir à escassez de água




Família assentada em Fortuna, Jericó- PB
O casal Joseildo da Silva e Valma de Sousa tem de tudo um pouco ao redor de casa e no seu lote. “ A gente cria bode, tem um pomar de mamoeiro e bananeira, temos coentro, por enquanto temos quatro reis e seis porcos e também tínhamos uma criação de peixe, mas agora com a falta d'água não deu para continuar com os peixes. As águas são poucas e a gente não pode avançar mais em plantação porque não existe água suficiente, né?”, explica Seu Joseildo.

No quintal produtivo, a família planta banana, tomate, mamão, pimenta, coentro e abobrinha. E todos participam dos cuidados com a plantação e criação dos animais. O filho de 8 anos do casal, cresce em meio à agricultura familiar praticada pelos pais e já aprende a prática pelo exemplo observado.
Criação de caprinos

A família também tem uma diversidade de animais como vacas, cabras, bodes, galinhas, abelhas e porcos.

Numa região onde a escassez de água limita a produção, o quintal de Valma e Joseildo resiste verde em meio à paisagem do semiárido, parece até um oásis em meio a paisagem árida.
Recebendo orientações do técnico da Ates Paulo César

Dona Valma nos explicou como eles fazem para manter tudo verdinho. 
“A gente tem água no cacimbão que é a forma que a gente encontrou para poder molhar as plantas e dá água aos animais. O que a gente planta serve para o consumo da família e também a gente vende. Temos umas 50 galinhas, a gente vende os ovos e come também. Vendemos o ovo de capoeira por 50 centavos, já ajuda muito no orçamento da casa. E tem mais, compro muito pouco no supermercado, já que tiro daqui a maioria das coisas que preciso no dia-a-dia”, declara Valma.
Quintal produtivo de Dona Valma

Em relação aos outros agricultores que também vivem em situação de escassez de água, Valma deixa um incentivo: “Nunca desista porque quem tem seu pedacinho de terra tem que valorizá-lo porque é bom demais plantar e comer daquilo que a gente colhe”, completou Valma.

A diversidade de produção desta família é também uma forma de conviver com o semiárido e o trabalho de Assessoria Técnica, Social e Ambiental (Ates) contratado pelo Instituo Nacional de Colonização e Reforma Agraria (Incra) que é prestado, nesta região do lote Médio Piranhas, pela Central das Associações dos Assentamentos do Alto Sertão Paraibano (CAAASP) através do contraro 09/2015, se torna fundamental. A Ates assessora o desenvolvido de técnicas que melhoram a produção e a vida das famílias assentadas e acompanhando-as proporciona o fortalecimento de uma agricultura familiar saudável, livre de agrotóxicos e de transgênicos.

Dessa maneira, Dona Valma e Seu Joseildo contribuem para aumentar as estatíticas que apontam a agricultura familiar como a responsável por produzir 70% de todo alimento que consumimos no Brasil.

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